Quinta-feira, Novembro 01, 2007

Tive duas epifanias profundas e fundamentais hoje.

A primeira é que, depois de longos anos, não sou uma pessoa de baixa auto-estima mais. A experiência tem me mostrado que os homens (e até algumas mulheres) me desejam e até se apaixonam por mim, tenho tido reconhecimento profissional e se tem uma coisa que nunca questionei foi minha inteligência.

Outro dia estava me questionando por que eu estava triste por meu namorado ter atrasado 3 horas para encontrar comigo. Na hora comecei a falar que era porque eu sentia que ele não gostava de mim, porque minha auto-estima é baixa e bla bla bla... De repente eu percebi que aquela explicação que sempre fez sentido na minha vida, não cabia ali. E que eu estava chateada era porque ele me deixou esperando 3 horas (por favor, né? 3 horas! qualquer um ficaria) e que minha auto-estima está tão boa que eu sei que não preciso aguentar isso.

O mais incrível é que perceber que minha auto-estima está boa aumentou ainda mais minha auto-estima. Olha que fantástico!

A segunda epifania complementa a primeira e tem a ver com o meu processo de auto-conhecimento também.

Há meses venho me debatendo sobre minha vontade de voltar a estudar. Eu já estava com essa vontade quando vários amigos meus e meu namorado foram voltando para a graduação. Fiquei com invejinha e me perguntando se eu queria aquilo, ou queria uma pós, ou um mestrado. Ainda não resolvi em detalhes o que eu quero, mas defini um ponto fundamental: eu quero estudar, mas o estudo não vai ser a atividade principal da minha vida.

Não posso e nem quero abrir mão ou diminuir minha dedicação ao trabalho. Meu trabalho é minha atividade prioritária. Quero trabalhar, juntar dinheiro e em no máximo três anos dar entrada em um apartamento. Quero também continuar na capoeira. Portanto, o ideal para mim é:

- uma daquelas pós que se alongam por um bom tempo (e consequentemente têm poucas aulas por semana, de preferência uma só);
- cursos esporádicos;
- estudar independentemente.

Posso até juntar todas as coisas e jogar uns cursos de línguas aí. Por enquanto estou me dedicando à literatura. Estou lendo muito, pesquisando sobre os livros que leio, e não é que isso está me deixando feliz?!?

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Unashamed of the life I lead

Eu sou a Ayane. Acabei de fazer 26 anos, o que me torna oficialmente uma pessoa adulta. Apesar disso, me sinto ainda com 20 anos (às vezes até 18). Trabalho como redatora de Ensino à Distância e faço bicos como revisora e jornalista. Adoro meu trabalho e sou realmente muito boa no que faço. Faço capoeira há alguns anos e sou apaixonada. Viciada mesmo. Sou viciada também em chocolate.

Adoro ler, ver TV e cinema. Eu me transporto mesmo para o mundo da ficção. Odeio luz acesa durante o dia porque dá ar de decadência. Odeio que encham meu saco por causa de assuntos relacionados com sono (porque eu dormi demais, ou porque cochilei no ônibus ou numa palestra, odeio!). Não tenho a menor paciência com gente lerda, que não entende piadinhas nem referências culturais.

Sou muito ansiosa e maluca. E dizem que eu sou bem carismática (mas eu não acredito por causa da minha baixa auto-estima). Sou muito boazinha, mas sarcástica em certos momentos.

Não faço nada escondido, pois não me envergonho dos meus atos. Tenho um gosto musical maluco, que vai desde Britney Spears e trilhas da Disney a forró e música clássica.

Meus amigos são um bando de malucos (não estou falando de doidinhos, mas de malucos mesmo), mas amo todos eles. Minha família é bem divertida e unida, e eu moro com eles (já tentei sair de casa, mas não gostei da experiência). Conheço muuuuita gente e sei de apenas três pessoas que me odeiam abertamente. Até que estou bem, não é?