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Quarta-feira, Junho 27, 2007
Surpreendentemente, estou bem com o fim do namoro. Depois de alguns dias de tristeza mesmo, a sensação de perda foi sendo substituída pela de alívio. Eu estava sofrendo muito com aquele namoro. Era sempre aquela ansiedade de esperar ele ligar e de ficar com medo de ele não vir me ver (ele sempre me dava bolos, enrolava), além do sentimento de me achar um lixo pelo tanto que ele me desvalorizava.
Ele continua me ligando, mais ou menos de três em três dias, e agora posso dizer que isso não me abala em nada. Sinceramente.
Mas vou te falar que a vida de solteira já está me dando umas dores de cabeça. Também, né? Parece que eu corro atrás de confusão. Impressionante!
Nessas três semanas de solteirisse, já fui me envolver (não cheguei a ficar com todos, ok?) com um cara que eu sei que não vale nada (em se tratando de mulher), um outro que é o que todas querem e é estranho e um outro que é semi-famoso, mora em outro estado e é cheio de fãs adolescentes.
Como disse a Lili, a palavra-chava pra mim tinha que ser: desapego. Mas eu não consigo!!! Aaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh!!!!
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8:17 AM
Quinta-feira, Junho 14, 2007
Meu namoro terminou. Eu estou completamente descontrolada.
É tão estranho quando a gente termina, porque são tantos pensamentos loucos conflitantes que ficam passando pelas nossas cabeças. Cada hora a gente pensa uma coisa, sente uma coisa. Fico desesperada, depois calma e de repente começo a chorar.
Eu sei que eu tinha que terminar. Essa certeza me dá calma, me deixa orgulhosa de mim mesma e me faz sentir que eu tenho o controle da minha vida. Mas de repente eu lembro de alguma coisa, penso em como não vou ter aquilo nunca mais e dá um desespero, um vazio... É tão estranho olhar para o telefone e saber que ele não vai ligar mais, lembrar de cada coisinha e pensar que aquilo nunca mais vai acontecer. Dá uma tristeza, uma saudade, uma sensação de perda tão dolorosa.
Tem horas que eu sinto que eu vou morrer. Mas é cruelmente irônico eu pensar isso e não morrer, ter que continuar acordando, indo pro trabalho, conversando com as pessoas, escrevendo, comendo, fazendo tudo... As contas continuam chegando, as pessoas continuam vivendo e o mundo continua rodando, e eu lá, no meio dele, sem nem saber o que eu estou fazendo aqui.
Dizem que isso passa, apesar de agora parecer que não vai passar nunca.
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4:15 PM
Segunda-feira, Junho 04, 2007
Sabe aqueles dias em que sem motivo aparente você se sente mal, com uma ansiedade estranha? Parece que alguma coisa está errada, ou fora do lugar e você não consegue definir bem o que é.
Hoje é esse dia pra mim. Eu não queria estar aqui, agora, sendo eu mesma neste momento, e nem sei por quê.
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8:48 AM
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Eu sou a Ayane. Acabei de fazer 26 anos, o que me torna oficialmente uma pessoa adulta. Apesar disso, me sinto ainda com 20 anos (às vezes até 18). Trabalho como redatora de Ensino à Distância e faço bicos como revisora e jornalista. Adoro meu trabalho e sou realmente muito boa no que faço. Faço capoeira há alguns anos e sou apaixonada. Viciada mesmo. Sou viciada também em chocolate.
Adoro ler, ver TV e cinema. Eu me transporto mesmo para o mundo da ficção. Odeio luz acesa durante o dia porque dá ar de decadência. Odeio que encham meu saco por causa de assuntos relacionados com sono (porque eu dormi demais, ou porque cochilei no ônibus ou numa palestra, odeio!). Não tenho a menor paciência com gente lerda, que não entende piadinhas nem referências culturais.
Sou muito ansiosa e maluca. E dizem que eu sou bem carismática (mas eu não acredito por causa da minha baixa auto-estima). Sou muito boazinha, mas sarcástica em certos momentos.
Não faço nada escondido, pois não me envergonho dos meus atos. Tenho um gosto musical maluco, que vai desde Britney Spears e trilhas da Disney a forró e música clássica.
Meus amigos são um bando de malucos (não estou falando de doidinhos, mas de malucos mesmo), mas amo todos eles. Minha família é bem divertida e unida, e eu moro com eles (já tentei sair de casa, mas não gostei da experiência). Conheço muuuuita gente e sei de apenas três pessoas que me odeiam abertamente. Até que estou bem, não é?
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