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Quarta-feira, Dezembro 27, 2006
Estou passando por um momento de reflexão sobre este ano que está se indo. Ano esse que para mim foi uma bela porcaria. Claro que teve seus momentos bons, como algumas novas amizades que fiz e antigas que mantive, como a Europa e minha última viagem para são Paulo, como o próprio Natal que acabou de passar e alguns momentos espalhados que foram bons mesmo.
Mas, no todo, o ano foi horrível. Conflito aqui, conflito lá, conflito para onde que eu olhava - capoeira, família, trabalho, amizades e, logicamente e em primeiro lugar, namoro. Eita namoro complicadinho esse que eu fui arrumar, viu? Precisava?
De 2005 para 2006 minha conta bancária continuou a mesma, assim como minha situação no trabalho e minha vida acadêmica (que foi zero). Até os textos do blog deste ano foram ruins.
E para terminar este 2006 que merece ser enterrado, queimado e esquecido, claro que um stress tem que se fazer presente. A pergunta do momento é: o que fazer no reveillon? Fico entre:
1) Me vestir toda de preto com lápis de olho carregado (praticamente uma emo), beber e chorar até dormir de exaustão, sozinha em casa.
2) Comemorar vestida toda de uma cor diferente de branco (porque ano passado comemorei de branco e olha no que deu). Mas comemorar onde, como, com quem?
Aceito sugestões...
PS: E nem vai ter sugestões, já que está todo mundo de férias viajando. 2006 que já vai tarde esse, viu...
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12:06 PM
Quarta-feira, Dezembro 13, 2006
Esse último fim de semana foi um atentando à minha saúde mental. Daqueles que dá vontade de usar todo o seu repertório de palavrões para descrever. Inacreditável de ruim!
Fui para a Serra do Cipó por causa de um festival de dança que teria lá. O festival era do grupo de dança do meu namorado, e ele é a estrela do grupo. Meu grupo de capoeira ia fazer uma apresentação, mas meu mestre, que é ex da irmã demoníaca do meu namorado, andava meio com preguiça do pessoal de lá e resolveu nem levar o grupo todo, levou só eu e outra menina, que vamos aqui chamar de Tu.
Bom... O plano era eu e a Tu ficarmos na beira do rio batendo papo a tarde inteira, e de noite bebermos pra valer durante o festival. Meu namorado ficaria lá nos preparativos e dançando. Mas claro que o plano não ia dar certo.
Chuva, chuva, chuva... Lama, lama, lama... Eu e a Tu dentro de um quarto minúsculo com uma menina chata falando no nosso ouvido a tarde inteira. No festival, a Tu resolve me contar que não pode beber, porque descobriu que está grávida. Brincadeira, não é?
Mas, calma.. It gets better.
De repente começa uma apresentação do festival, tocando aquela música da Whitney básica "and IIIIIIII will always love yooooooou", e meu namorado dançando o que ele chamou de dança romântica, mas eu chamo de dança erótica, com uma menina insuportável. Argh! Ódio! Sério! Sem noção a dança! Rostos colados, abraços apertados e longos, mãos alisando o corpo um do outro. Um horror! Claro que a platéia achou lindo, mas tinha que ser com o meu namorado?!? Ah nem, viu... E eu nem pude fazer nada... O que eu ia falar? Teoricamente ele está só dançando. Ai... O universo está de sacanagem comigo. Só pode.
Agora, adivinha... Sim... Tem mais... Mas esse fim vou resumir: a Tu foi dançar forró com meu mestre de capoeira (tocou forró depois do festival) e a irmã demoníaca do meu namorado, ex dele, teve um ataque e quis bater nos dois. Tu beteu na menina. Todo mundo viu a demônia surtando e ninguém fez nada. Meu mestre e Tu saíram de lá e juraram que não voltam mais. Eu fiquei, xinguei a demônia com a própria mãe dela e, claro, com meu namorado; resolvi que não quero mais voltar naquele lugar.
Estou revoltada, cansada, com ciúmes e decepcionada com o povo do Cipó. É pouco ou quer mais?
Tem mais: por causa da chuva, peguei uma mega gripe.
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10:07 AM
Terça-feira, Dezembro 05, 2006
Não sei por que, mas ando tão irritada e ansiosa. E o pior é que não há motivo para isso.
No trabalho eu fico olhando o relógio de 5 em 5 minutos. Totalmente torturante. Fico doida para ir embora. Agora... Uma coisa é ficar doida pra ir embora quando já são 16h da tarde... Eu já estou assim 09h da manhã. Complicado, não é?
Fico doida para comer bobagens (chocolates, balas - doces em geral), para acabar o que eu estou fazendo e poder ir para casa. Olhando racionalmente para este meu estado fica claro que é um quadro de ansiedade. Mas ansiedade por quê? Minha vida anda uma pasmaceira danada e não há sinal de que isso vai mudar.
Agora fico ansiosa pra essa ansiedade acabar logo. Eita vida difícil essa minha!
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10:00 AM
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Eu sou a Ayane. Acabei de fazer 26 anos, o que me torna oficialmente uma pessoa adulta. Apesar disso, me sinto ainda com 20 anos (às vezes até 18). Trabalho como redatora de Ensino à Distância e faço bicos como revisora e jornalista. Adoro meu trabalho e sou realmente muito boa no que faço. Faço capoeira há alguns anos e sou apaixonada. Viciada mesmo. Sou viciada também em chocolate.
Tive uma fase bissexual, mas que anda meio adormecida. Provavelmente porque estou namorando há mais de um ano um homem. Homem esse que mora na Serra do Cipó e só não é mais diferente de mim porque é da raça humana e fala português. Eu o amo mesmo assim (ou até justamente por isso).
Adoro ler, ver TV e cinema. Eu me transporto mesmo para o mundo da ficção. Odeio luz acesa durante o dia porque dá ar de decadência. Odeio que encham meu saco por causa de assuntos relacionados com sono (porque eu dormi demais, ou porque cochilei no ônibus ou numa palestra, odeio!). Não tenho a menor paciência com gente lerda, que não entende piadinhas nem referências culturais.
Sou muito ansiosa e maluca. E dizem que eu sou bem carismática (mas eu não acredito por causa da minha baixa auto-estima). Sou muito boazinha, mas sarcástica em certos momentos.
Não faço nada escondido, pois não me envergonho dos meus atos. Tenho um gosto musical maluco, que vai desde Britney Spears e trilhas da Disney a forró e música clássica.
Meus amigos são um bando de malucos (não estou falando de doidinhos, mas de malucos mesmo), mas amo todos eles. Minha família é bem divertida e unida, e eu moro com eles (já tentei sair de casa, mas não gostei da experiência). Conheço muuuuita gente e sei de apenas três pessoas que me odeiam abertamente. Até que estou bem, não é?
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