Terça-feira, Outubro 31, 2006

Então o fim de semana se aproxima. E com ele aquela felicidade louca de não ter que trabalhar, não ter que ir na capoeira, não ter que acordar cedo. Mas aí chega sexta a noite e eu já não sei o que fazer com ela.

De uns tempos para cá, chega o final de semana e eu estou mega cansada, além de sem nada para fazer. Eu cheguei em um ponto da vida em que eu não sei mais o que me diverte. Aliás, nada me diverte loucamente mais. Preguiça de festas. Não tenho mais turma. E meus amigos se dividem em aqueles que vão para boates gays, aqueles que vão pro forró e os que ficam namorando em casa. Nenhuma das três opções é exatamente o que eu queria fazer.

Eu até gosto de namorar em casa. Sempre adorei ver filme, descansar, dormir, ler. Mas desde a minha fase ultra baladeira, fico me sentindo culpada se eu não fizer uma coisa altamente agitada no fim de semana. E isso é um saco porque eu nem consigo pensar em uma coisa altamente agitada que eu gostaria de fazer (só se fosse viajar, mas não tenho tempo nem dinheiro para isso) e não consigo aproveitar o meu ficar à toa - que antigamente eu adorava, que eu sinto que eu preciso pois trabalho demais - porque fico me sentindo uma loooooser de não estar fazendo mil coisas teoricamente divertidas e penso que não estou aproveitando a vida.

Saco!

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PS: sobre o post passado, obrigada pelos comentários! Obrigada mesmo! Eu sei que eu deveria procurar ajuda, mas fico sempre adiando isso, enrolando, deixando pra depois...

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Quarta-feira, Outubro 18, 2006

Não queria falar mais da minha tristeza no blog, mas ele está aqui pra isso.

Sinto que a depressão está de novo tomando conta de mim. O pior é que eu não sei até que ponto eu tenho o controle da situação, e quando vira doença.

Eu ando triste, choro toda noite até dormir de exaustão e acordo com os olhos mais inchados do que o normal, e agora aqueles pensamentos mais horríveis sobre morte começaram a me rondar novamente.

Eu sei lá... Eu rezo muito toda noite, peço forças e luz; tento entender o que está me deixando assim e até entendo, mas não faço idéia do que fazer a respeito. Me vejo tão sem saída, sem opções, sem saber o que fazer...

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Quarta-feira, Outubro 11, 2006

Eu sempre vou embora andando do trabalho. Minha casa é perto, dá uns 40 minutos de caminhada.

Já aproveitei esses 40 minutos das formas mais diferentes. No começo, eu ia cantando. Mas eu sou péssima para guardar letras de música, então essa fase não durou muito. Depois eu liberei meu lado competitivo. Quando começava a caminha, marcava uma pessoa na minha frente e ficava tentando ultrapassá-la, depois outra, depois outra.. Era muito divertido, mas cansativo. Também não durou muito.

A que mais durou e que era mais legal era em que eu ficava criando na minha cabecinha um monte de situações imaginárias. Imaginava eu conversando com um escritor ou artista de cinema que eu gostava, eu brigando com uma pessoa que eu odiava, o que aconteceria se eu descobrisse que era uma bruxa, ou se meus pais fossem abduzidos, ou se o cara que eu gostava puxasse assunto comigo. E por aí vai. Mas essa linha de pensamento começou a ir para um lado negativo. Comecei a imaginas pessoas morrendo, acidentes, coisas grotescas. Aí parei e comprei um IPod.

A fase IPod é a atual. Vou pra casa escutando música e cantando, até eu enjoar. Semana passada meu pai me levou numa palestra sobre meditação. O cara falou que a gente pode meditar andando, isso se chama meditação zen (aquela em que a gente fica sentado de olhos fechados é a zazen), e tudo o que a gente tem que fazer é relaxar e parar de pensar. Alguém me fala onde fica o off da minha mente...

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Terça-feira, Outubro 03, 2006

Por que eu não amo mais dar festa de aniversário:

- Porque se a festa for uma droga, a culpa é sua.
- Porque tem gente anti-social que transforma a cozinha minúscula numa algazarra, deixando o restante da festa em estado de estranhamento.
- Porque tem gente que vomita e você tem que limpar.
- Porque ninguém te dá presente.
- Porque as raras pessoas que estão ali por sua causa, e não por causa da festa, ficam se sentindo tão estranhas quanto você.
- Porque você fica tão preocupada que não consegue se divertir.
- Porque nem bêbada você consegue ficar.
- Porque tem sempre alguém que resolve terminar o namoro na sua festa ou brigar.

Cansei! Até orkut tirou a graça de fazer aniversário. Agora ninguém te liga, e sim manda scrap clichê pelo orkut.

Ah.. Gostei não... Acho que virei uma daquelas pessoas que não gostam de aniversário.

PS: por falar nisso, meu aniversário foi ontem.

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Unashamed of the life I lead

Eu sou a Ayane. Acabei de fazer 26 anos, o que me torna oficialmente uma pessoa adulta. Apesar disso, me sinto ainda com 20 anos (às vezes até 18). Trabalho como redatora de Ensino à Distância e faço bicos como revisora e jornalista. Adoro meu trabalho e sou realmente muito boa no que faço. Faço capoeira há alguns anos e sou apaixonada. Viciada mesmo. Sou viciada também em chocolate.

Tive uma fase bissexual, mas que anda meio adormecida. Provavelmente porque estou namorando há mais de um ano um homem. Homem esse que mora na Serra do Cipó e só não é mais diferente de mim porque é da raça humana e fala português. Eu o amo mesmo assim (ou até justamente por isso).

Adoro ler, ver TV e cinema. Eu me transporto mesmo para o mundo da ficção. Odeio luz acesa durante o dia porque dá ar de decadência. Odeio que encham meu saco por causa de assuntos relacionados com sono (porque eu dormi demais, ou porque cochilei no ônibus ou numa palestra, odeio!). Não tenho a menor paciência com gente lerda, que não entende piadinhas nem referências culturais.

Sou muito ansiosa e maluca. E dizem que eu sou bem carismática (mas eu não acredito por causa da minha baixa auto-estima). Sou muito boazinha, mas sarcástica em certos momentos.

Não faço nada escondido, pois não me envergonho dos meus atos. Tenho um gosto musical maluco, que vai desde Britney Spears e trilhas da Disney a forró e música clássica.

Meus amigos são um bando de malucos (não estou falando de doidinhos, mas de malucos mesmo), mas amo todos eles. Minha família é bem divertida e unida, e eu moro com eles (já tentei sair de casa, mas não gostei da experiência). Conheço muuuuita gente e sei de apenas três pessoas que me odeiam abertamente. Até que estou bem, não é?