Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005

Coisas bizarras de minha vida

Pois algo muito bizarro anda acontecendo na minha vida.

Vou resumir: eu estou a fim de um cara e de uma menina. O cara está a fim de mim e a menina a fim dele. Eles já ficaram. Eu já fiquei com ele. Já rolou um clima entre nós duas. É muita loucura da minha cabeça querer juntar os três?

PS: nem adianta perguntar quem são essas pessoas. SEGREDO!

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Segunda-feira, Fevereiro 21, 2005

Minha irmã está namorando, fato que me deixa muito feliz por ela, mas que me torna oficialmente uma encalhada. Esse fato faz com que eu seja, a partir de agora, a única na minha família inteira que não namora, fora meus primos mais novos de 12 anos (são 2). Até minha avó namora. E o mais trágico é que eu sou a mais velha dos primos todos.

Eu fico me questionando por que eu não namoro. Sério mesmo. Por que?

Minha família deve se questionar isso mais ainda do que eu porque nem dos meus dois namoros (por sinal, breves) eles sabem, já que foram ambos com mulheres. Eu tive um outro namoro antes, mas que foi uma grande bricandeira. Nem vem ao caso.

Eu tenho uma vida romântica até bem agitada. Não é raro eu estar a fim de alguém, nem alguém a fim de mim. E às vezes até coincide de ser a mesma pessoa. Mas a parte do namoro simplesmente não acontece. E eu simplesmente não sei por quê.

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Sexta-feira, Fevereiro 18, 2005

Post relâmpago (como os que estão aqui de fora da minha janela) para compensar o gigantesco anterior.

Minha irmã ganhou um arranjo com uma rosa do "não-namorado". Hoje de manhã, a rosa estava no jardim.

EU: Por que sua rosa está no jardim?
ELA: Por que plantas precisam de sol, né?
EU (sarcástica): Realmente. Quando elas estão vivas!
ELA (genuinamente chocada): Minha rosa tá morta?

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Segunda-feira, Fevereiro 14, 2005

Minha estadia na Serra do Cipó foi indescritível. Nem em 20 posts eu conseguiria contar o que aprendi, as belezas que vi, as pessoas que conheci, os preconceitos que derrubei e todas as coisas loucas e maravilhosas que me aconteceram lá.

Fui na Lapa um milhão de vezes (um rio de águas cristalinas que tem uma areia branca em uma das margens que parece uma praia). Pulei do pedrão em seus gloriosos 8 metros (e tenho uma gravação disso para provar). Gritei que nem uma louca. Uma adrenalina pesada. Quando você pula, parece que a água não vai chegar nunca!

Conheci a Cachoeira da Farofa, o Cânion dos Bandeirinhas, a Cachoeira Grande, o Tomé e o Pedrão. Andei 32 quilômetros entre pedras, pântanos com lama até o joelho, areia escaldante e mata fechada (saimos às oito da manhã e só voltamos de noite).

Cantei no candombe ("Ei ei, mamãe. Meu coração tá doendo. Se esse candombe acabar eu tô morrendo") bêbada de cachaça, dancei forró até minhas pernas banbearem. Sambei demais. Bebi, conversei e escutei os meninos tocando violão em volta da fogueira. Vi o céu limpinho cheinho de estrelas. Dormi na barraca com 3 pessoas, com 2, sozinha, e depois dormi na casa de um nativo, numa cama de casal, com o dito nativo. Ai, ai...

Confusões aconteceram. Uma amiga roubou o namorado da outra. Casais Rio/BH se formaram e se despediram aos prantos. Fiquei com um cara que já estava ficando com outra. E não me arrependo.

E o pessoal da lá. A calma, a simplicidade, a serenidade... É engraçado que entrar em contato com pessoas como essas, que têm tão pouco pelos nossos padrões e são tão felizes, nos faz perceber que a vida é bem mais simples do que a gente pensa, e bem maior.

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Terça-feira, Fevereiro 01, 2005

Fiquei me afogando em dúvidas sobre o que fazer no carnaval.

Tinha a opção óbvia: Rio. Mas é caro e eu não estou bem no clima. É loucura demais, gay demais, tudo demais. Tinha Diamantina. Minha prima tá indo e as colegas da minha irmã também. Mas já passei da fase carnaval de rua. Bagunça demais, gente bêbada demais, adolescentes demais, música ruim demais.

Tinha a falta de opção, isto é, não fazer nada. Ficaria aqui mesmo, ia muito no cinema, juntava os remanescentes e fazia uma festinha na casa de alguém... Mas seria um desperdício. Monótono demais, o mesmo de sempre demais.

Mas é então que surge uma opção mágica. Vou para a Serra do Cipó! Vai ter festa, show, sol, nadar na lapinha, pular do pedrão (são 8 metros de altura, medo!), candombe, povo da capoeira todo presente... E aquela paz e energia que só o Cipó tem. Ai, ai...

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Nome: Ayane
Idade: 24 aninhos
Vícios: chocolate, ficção científica, capoeira, Britney Spears (não me matem!), música eletrônica, Disney e literatura.
Ódios: pessoas enroladas, que pedem satisfações ou acomodadas
Ocupação: jornalista e escritora